Li o Elepê. (...) Te digo o seguinte: começaste muito bem. Os textos são bem escritos, e as histórias são sensíveis. Tens, na minha opinião, a medida certa do que deve ser escrito e do que deve ser insinuado. O livro é lido com um deslizamento prazeroso. E olha que eu não sou (nunca fui) um leitor de contos. (...) Destaco como "aqueles ótimos que a gente sai contando para os amigos impressionado" (na ordem de aparecimento): A fotografia, Lápis de corr (sem nenhuma pessoa aparecendo, apenas "ecos" de humanidade, genial, o melhor de todo o livro e um dos melhores contos que li até hoje), Intimidade (e que não a venham perturbá-la!), Ponto de vista (contagiante) e Déjà vu (uma maravilha de história). E aquele final do primeiro conto: "Foi um sono acabado em outro, tão sorrateiro que ninguém se deu por conta que chegava: reparem na serenidade do rosto, quase mostrando um sorriso." Com essa passagem, como diria o meu primo, poderias te aposentar da literatura que já terias dado a tua contribuição (é brilhante).

Leonardo Brasiliense
trecho de mensagem eletrônica de 09/04/2003

Voltar